Tai Chi Chuan

Tai Chi Chuan diminui 58% nos riscos de quedas em idosos

Na terceira idade, os indivíduos estão mais propensos às quedas. Os fatores de risco são diversos, desde a perda de massa muscular, enfraquecimento dos ossos em decorrência da osteoporose, alterações nos padrões de atividade cerebral, etc. O tratamento para evitar quedas da própria altura (QPA) em idosos mais aceito e recomendado é a prática de exercícios multimodais que combinam aeróbica, fortalecimento corporal, exercícios de flexibilidade e de equilíbrio.



Entretanto, pesquisadores da Universidade do Oregon, nos Estados Unidos, chegaram à conclusão de que a terapia baseada em Tai Chi Chuan, uma arte marcial de origem chinesa, mostrou melhores resultados no controle da queda em idosos do que o tratamento padrão com exercícios multimodais ou sessões de alongamento.O estudo foi realizado entre 2015 e 2018 e publicado em setembro na revista Jama Network. O levantamento contou com 670 participantes com mais de 70 anos, idade média de 77,7 anos, 65% eram mulheres (n=436).

Todos os pacientes eram idosos com mobilidade física prejudicada, histórico de quedas ou caíram no ano anterior à análise na base. Os indivíduos foram divididos em três grupos, o primeiro participou de aulas de Tai Chi Chuan (1 hora por duas vezes na semana), o segundo grupo manteve a rotina recomendada de exercícios multimodais e o terceiro fez sessões de alongamento. A análise acompanhou os voluntários por 24 semanas.

Ao final da pesquisa, foram observadas 152 quedas em 85 idosos do grupo do Tai Chi Chuan, 218 em 112 pacientes no grupo do exercício padrão e 363 em 127 participantes do grupo do alongamento no sexto mês de follow up. A taxa de incidentes (IRR) foi significantemente menor nos praticantes da arte marcial (IRR, 0,42; IC 95% [0,31-0,56], P < 0,001) e nos praticantes de exercícios de fortalecimento (IRR 0,60 95% CI [0,45-0,80; P = 0,001) quando comparados com o grupo do alongamento.A redução das quedas foi de 31% nos praticantes de Tai Chi Chuan em comparação com os indivíduos do grupo dos exercícios de fortalecimento (IRR 0,69; IC 95%, [0,52-0,94]; P = 0,01).

Os pesquisadores concluíram que, no geral, os adeptos da arte marcial chinesa tiveram uma redução de 58% em acidentes de QPA.